sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Acho que aprendi


Amanhece, anoitece, clareia, escurece, faz sol, chove, esquenta, esfria. Tudo se modificando, todo o tempo, o tempo todo. Nada tão diferente do interior humano. Sensações, altos e baixos, sentimentos confusos e bipolares, as vezes quente, as vezes frio. Carinho, ódio  mágoa, rancor, admiração, idolatria, perdão, medo, contradições que estão presentes em um mesmo pacote, como é possível gostar e odiar? Temer e desejar? Isso é amor, é não saber explicar, sentir e confundir, conhecer e aprender, aceitar e conversar, abrir mão, acompanhar. Saber a hora de um abraço confortante, de uma palavra amiga, uma adversão necessária. Como dois ângulos que se complementam, como uma reta que depende de dois pontos para existir, como uma integral que depende das duas extremidades de seus limites para um resultado verdadeiro e por mais complexo que seja a esquematização de tudo isso e todos os conceitos e requisitos envolvidos, quem o vê sabe exatamente do que se trata, sabe onde marcam as estruturas. Não se sabe explicar de onde vem, quando começou, não sabe-se descrever como é, mas são capazes de identificar, sentir. São capazes de AMAR! 

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